O Arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno, foi quem presidiu a missa principal neste domingo, dia 21, encerramento do 17º Congresso Eucarístico Nacional, que aconteceu em Belém do Pará. Dom Damasceno destacou os desafios do anúncio de Jesus Cristo nestes tempos, confrontado com “forças contrárias” ao Evangelho. Muitos cristãos, disse ele, sofrem por causa da perseguição, baseada na intolerância religiosa, muito mais frequente que na primeira era cristã.

O cardeal também condenou a “sociedade materialista” que sofre por uma crise de esperança e esvaziamento. Todavia, afirmou que os problemas da humanidade devem estimular os cristãos a construírem um novo tempo, a serem misericordiosos, crendo que a Eucaristia desperta no homem o sentido da vida.

Solenidade mariana

A Igreja celebrou neste domingo a Solenidade da Assunção de Maria. Em Belém, a Mãe de Jesus é venerada com o título de Nossa Senhora de Nazaré. “Vários nomes que dizem da mesma pessoa, que foi a escolhida do Pai para manifestar a imensidão do amor divino à humanidade inteira”, explicou Dom Damasceno.

“Ao celebrar Assunção de Nossa Senhora queremos nos matricular na escola de Maria. Como afirma a encíclica Ecclesia Eucaristia, a Igreja se une inteiramente a Cristo em seu sacrifício com o mesmo espírito de Maria. Tal verdade pode ser aprofundada relendo o Magnífica, em perspectiva eucarística. De fato, como cântico de Maria, também a Eucaristia é louvor, é ação de graças, quando exclama: ‘minha alma glorificar o Senhor, meu espírito exulta em Deus, meu Salvador”.

Fim do Congresso: compromisso com os necessitados

No dia que marcou o encerramento do 17º Congresso Eucarístico Nacional, Dom Damasceno ressaltou que não se pode esquecer os apelos do Papa para este Ano Santo da Misericórdia.

“Não esqueçamos, adverte o Papa Francisco, que no entardecer desta vida seremos examinados pelo amor. Rogamos à bem-aventurada sempre Virgem Maria, no dia em que celebramos a sua assunção ao céu, que nos ajude a ser renovados com a força da Eucaristia, verdadeiros discípulos missionários, empenhados na realização do trabalho de evangelização em nosso país tanto necessita”.

Para o Arcebispo de Aparecida, o 17º Congresso, que terminou neste domingo, o evento foi um marco inaugural de um novo tempo de esperança para Amazônia e para todo Brasil.

Com informações da Canção Nova